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Todos somos de alguma forma ligados ao Divino... Seja no pensamento, seja pela imaginação, seja pelo agir, porém não há duvidas somos todos seres divinos... A vida é cheia de obstáculos e distrações. Cabe a nós seres viventes aprender a observar as coisas com olhares atentos, há aprendizado em tudo... No ar, na luz do Sol, no luar, no brilho das estrelas, na água, na terra, no fogo. Dirigir a nossa atenção ao Divino não significa fechar os olhos para o Mundo, ao contrario, significa abrir além além dos olhos, abrir também o coração... Não sou mestre em nada... Não sou exemplo de estudante... Mas se você assim como eu, as vezes, bem de vez em quando, se depara com a árvore mais linda, no entanto é a mesma árvore de todos os dias, só que naquele dia foi como se ela falasse com você, te desse bom dia, boa tarde ou qualquer uma daquelas frases que despertam a sua afeição por alguém... Se de vez em quando você também é assim, vem comigo compartilhar dessa magia que é encontrar a Divindade ao seu redor e em si mesmo...

domingo, 12 de junho de 2011

uma bela historia


O Amor triunfou sobre a Morte – A História de Savitri


Esta é a história de uma das mulheres mais castas do planeta. Muitos sábios a mencionam como exemplo da mulher ideal a ser seguido.
Havia um rei chamado Asvapati, que tinha uma filha tão formosa e meiga, que lhe deram o nome de Savitri, que está ligado a uma oração sagrada dos Vedas. Quando era jovem e seguindo os costumes ksatryas, seu pai mandou-lhe escolher seu marido. Savitri aceitou o conselho de seu pai. A carruagem real, acompanhada de uma brilhante escolta e antigos potentados que dela cuidavam, visitou várias cortes vizinhas e outros reinos distantes, sem que nenhum príncipe conseguisse sensibilizar seu coração.
Aconteceu que a comitiva passou por uma ermida localizada em um daqueles bosques da Índia antiga, no qual a caça era proibida, de sorte que os animais que ali viviam tinham perdido todo o medo do homem e até os peixes dos lagos apanhavam com a boca migalhas de pão, que lhes eram dadas com as mãos. Havia milhares de anos que não se matava nenhum ser daquele bosque; os sábios e anciãos desgostosos do mundo lá se retiravam, a fim de viverem em companhia dos cervos e das aves, entregando-se à meditação e aos exercícios espirituais pelo resto de suas vidas.
Nesta época, um rei chamado Dyumatsena, já velho e cego, vencido e destronado por seus inimigos, refugiou-se no bosque fechado com sua esposa rainha e seus filhos, dos quais o mais velho se chamava Satyavan. O rei e sua família ali viviam de forma ascética, em rigorosa penitência.
Na Índia antiga, era costume que todo rei ou príncipe, por mais poderoso que fosse, ao passar pela ermida de um varão sábio e santo retirado do mundo, ali se detivesse para tributar-lhe homenagens; tais eram o respeito e a veneração que os reis prestavam aos yogis e rishis.
O mais poderoso monarca da Índia sentia-se honrado, quando podia demonstrar sua descendência de algum yogi ou rishi que tivesse vivido no bosque, alimentando-se de frutas e raízes e coberto de andrajos.
Assim, quando se aproximavam a cavalo de alguma ermida, apeavam muito antes de chegar a ela e andavam a pé até o local onde estava o eremita. Quando viajavam de carruagem ou armados, também desciam e desvencilhavam-se de seus paramentos militares e depois entravam na ermida, pois era costume que ninguém entrasse naqueles retiros ou ashramas sagrados com armamentos militares, mas sim com uma atitude serena, pacífica e humilde.
Fiel ao costume, Savitri entrou na ermida do bosque sagrado e, ao ver Satyavan, filho do rei destronado e eremita, ficou profundamente apaixonada por ele. Antes, ela havia desprezado os príncipes de todas as cortes e unicamente o filho do destronado Dyumatsena havia lhe arrebatado o coração.
Quando a comitiva voltou à corte, o rei Asvapati perguntou à filha:
- Diz-me, Savitri querida, vistes alguém digno de ser teu esposo?
- Sim, pai querido – respondeu Savitri, ruborizada.
- Qual é o nome do príncipe?
- Já não é príncipe, meu pai, porque é filho do rei Dyumatsena, que perdeu o seu reino. Não tem patrimônio e vive como um sannyasi no bosque, colhendo ervas e raízes para alimentar-se e manter seus velhos pais, com os quais mora numa cabana.
Ao ouvir o relato dos lábios de sua filha, o rei Asvapati consultou o sábio Narada, que se achava presente. Narada declarou que aquela escolha era o mais funesto presságio que a princesa poderia ter. O rei pediu a Narada que explicasse os motivos de sua declaração e ele respondeu:
- Daqui a um ano este jovem morrerá.
Aterrorizado por este vaticínio, o pai disse à filha:
- Pensa, Savitri, que este jovem que escolhestes morrerá dentro de um ano e ficarás viúva. Desiste da escolha, filha minha; não te cases com um jovem de tão curta vida.
Contudo, Savitri respondeu:
- Não importa, meu pai. Não me peças que me case com outro e sacrifique a castidade da minha mente, porque em meu pensamento e coração, amo o valente e virtuoso Satyavan e o escolhi para esposo. Uma donzela escolhe uma só vez e jamais quebra sua fidelidade.
Ao vê-la tão decidida, o pai resignou-se à vontade de Savitri que, desta forma, casou-se com o príncipe Satyavan e deixou tranqüilamente o palácio do seu pai para viver na cabana do bosque com o eleito do seu coração, ajudando-o a sustentar seus velhos pais. Embora Savitri soubesse quando seu marido iria morrer, sobre isto guardou estrito segredo.
Todos os dias, Satyavan entrava no bosque para colher frutas, flores e reunir feixes de lenha, voltando com a carga para a cabana, onde sua esposa preparava sua refeição.
Assim transcorria o tempo, até que três dias antes da data fatal, a moça resolveu passar três dias e três noites em completo jejum e fervorosas orações, sem deixar transparecer sua angústia e ocultando suas lágrimas. Finalmente, amanheceu o dia marcado pelo presságio e, não querendo perder de vista seu marido nem por um momento, Savitri solicitou e obteve dos seus pais permissão para acompanha-lo, quando ele saísse para a colheita diária de ervas, raízes e frutas silvestres no interior do bosque. Assim foi feito.
Estavam os dois no bosque quando, com voz enfraquecida, Satyavan queixou-se à sua esposa dizendo:
- Querida Savitri, sinto-me aturdido, meus sentidos se esvaem e o sono me invade. Deixa-me repousar um pouco ao teu lado.
Trêmula e assustada, Savitri replicou:
- Meu amado, vem e repousa tua cabeça em meu colo.
Satyavan reclinou a cabeça ardente no colo de sua esposa e, instantes depois, exalou seu último suspiro.
Abraçada ao cadáver do seu marido, desfeita em lágrimas, Savitri permaneceu na solidão do bosque, sentada no chão, até que chegaram os emissários da morte para levar a alma de Satyavan.
No entanto, nenhum deles pode acercar-se do local onde estava Savitri com o cadáver de Satyavan, porque ardia um círculo de fogo que rodeava a união formada pela vivente e seu marido morto.
Por esta razão, os emissários voltaram até onde se encontrava Yamaraja, o semideus da morte, e explicaram-lhe porque não puderam trazer a alma de Satyavan.
Assim sendo, Yamaraja foi pessoalmente ao bosque e, como era um semideus, conseguiu atravessar sem perigo o círculo de fogo e aproximar-se do local em que estava Savitri. Lá chegando, disse a ela:
- Minha filha, entrega-me este cadáver, pois já sabes que a morte é o destino de todo mortal. A morte é o destino irrevogável do homem.
Savitri deixou o cadáver do seu marido e Yamaraja, tirando-lhe a alma, com ela se afastou; porém, não havia andado muito, quando ouviu atrás de si passos sobre as folhas secas. Ao voltar-se, viu Savitri, a quem disse com paternal ternura:
- Savitri, minha filha, por que me segues? Este é o destino de todos os mortais.
Savitri respondeu:
- Não sigo a ti, senhor meu, porque o destino da mulher é ir onde seu amor a leva; a lei eterna não separa o amoroso esposo da fiel esposa.
Então Yamaraja disse:
- Pede-me a graça que quiseres, menos a vida do teu marido.
Ao que ela respondeu:
- Se desejas outorgar-me uma graça, Ó semideus da morte, peço-te que devolvas a vista de meu sogro e que ele seja feliz.
Yamaraja replicou:
- Cumpra-se teu piedoso desejo, respeitosa filha.
E ele seguiu seu caminho com a alma de Satyavan. Novamente ouvindo passos, voltou-se e viu que Savitri ainda o acompanhava.
- Savitri, minha filha, ainda me segues?
- Sim, meu senhor; nada posso fazer, pois embora me esforce por voltar, a mente corre atrás do meu marido e o corpo obedece. Tens a alma de Satyavan e como sua alma também é minha, meu corpo a acompanha.
Então, Yamaraja disse:
- Agradam-me tuas palavras, formosa Savitri. Pede-me outra graça, menos a vida do teu marido.
- Se vos dignares a conceder-me outra graça, faze com que meu sogro recupere seu reino e suas riquezas.
- Concedo-te, filha amorosa, mas volta para seu lugar, porque nenhum ser vivente pode andar em companhia de Yamaraja.
E o semideus da morte seguiu seu caminho.
Contudo, Savitri insistia em acompanha-lo e, voltando-se, Yamaraja com ela dialogou:
- Nobre Savitri, não me sigas com tua dor sem esperança.
- Não tenho remédio, senão ir para onde levas meu marido.
- Suponha, Savitri, que teu marido foi um perverso e que o levo para o inferno. Irias acompanhar teu marido?
- Iria alegre para onde ele fosse, quer na vida, quer na morte, seja no céu, seja no inferno.
- Benditas sejam tuas palavras, minha filha. Deixaste-me comovido. Pede-me outra graça, que não seja a vida de teu marido.
- Pois, já que me permites pedir-vos, faze com que não se quebre a régia estirpe do meu sogro e que seu reino seja herdado pelos filhos de Satyavan.
Yamaraja sorriu e disse:
- Filha minha, teu desejo será cumprido. Aqui tens a alma do teu marido. Ele voltará a viver e será pai dos teus filhos que, com o tempo, serão reis. Volta para tua casa. O amor triunfou sobre a morte. Jamais mulher alguma amou como tu e és a prova de que até eu, o semideus da morte, nada posso contra a força de um verdadeiro e perseverante amor!
Srila Prabhupada também contava esta história e sempre que se quer falar do exemplo de uma esposa ideal, os sábios contavam a história de Savitri, uma das mulheres mais castas e virtuosas da cultura védica.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Luna (tradução) Alessandro Safina
Somente você, pode ouvir minha alma. Somente você, pode ouvir minha alma

Você, lua
quantas são as canções que ressoam
desejos que através dos séculos
marcaram o céu para chegar a você
porto para poetas que não escrevem
e seguidamente perdem suas cabeças
você que acolhe os suspiros de quem sofre por amor
e doa um sonho a cada alma
lua que me olha, agora ouça-me

Somente você, pode ouvir minha alma.

Você, lua
que conhece o tempo da eternidade
e a trilha estreita da verdade
faça mais luz neste meu coração
este coração de homem que não sabe, não sabe

Que o amor pode esconder a dor
como uma chama pode queimar-lhe a alma

Você, lua
você clareia o céu e a sua imensidão
nos mostra somente a metade que quer
como quase sempre depois nós faremos
anjos de argila que não voam
almas de papel que se incendeiam
coração como folhas que depois caem
sonhos feitos de ar que desaparecem
filhos da terra e filhos seus

Que sabe que o amor pode esconder a dor
como a chama pode queimar-lhe a alma

Mas é com o amor que respira
é o nosso coração, é a força que tudo movimenta e ilumina

Somente você, pode ouvir minha alma. Somente você, pode ouvir minha alma

domingo, 24 de abril de 2011

Coisa do cotiano... Amor...

Mais uma vez venho falar de coisas esporádicas, não sou o mais assíduo bloggueiro, mas tento de vez em quando , quando me dou um tempo, escrever um ou outro pensamento.... Existem muitas correntes ocultistas e religiões esotéricas que acreditam que o amor foi a fonte da criação. No princípio o Deus Primordial ( sem género) criou o mundo na necessidade de se dar forma. Sim, esta Divindade não tinha forma, na cabala é denominada Ein Sof, não é um nome, é uma essência, é uma força. Esta força criou tudo por meio do amor, amor a si e ao que foi criado, pois em quanto criava se destruía ou se modificava, visto que a única coisa existente era a si próprio, então essa essência se sacrificou para criar o todo. Bom com base nessa teoria podemos constatar que tudo, absolutamente tudo, é amor ou teve origem no amor, ou é regido/modificado/moldado pelo amor... Quando criou-se os filhos ou centelhas do espírito (ex: nós...), esta essência vez seu ultimo sacrifício, sacrificou sua espírito, feito assim dividiu seu espírito em milhares de partículas, centelhas e espalhou-as pelo Universo. Essas partículas, se modificaram, cresceram em consciência, e tem como objetivo se tornar novamente Deus. Oras pois, algumas partículas tiveram um desenvolvimento mais adiantado que outras, daí temos a variedades de criaturas nos mais diversos níveis de evolução. 
  Com essa introdução temos a criação do Universo, espero que de maneira bem inteligível...(gosto desse neologismo rsrsrs).. Podemos dar entrada na situação...
   Todos os nossos sentimentos e pensamentos vibram e possuem energia, certo, e com isso vibramos e emanamos energia, o tempo todo, de acordo com nosso padrão de pensamento. Com isso o Universo responde da mesma forma, talvez não com a mesma intensidade, como respondia ao Deus Primordial.... Hahaha pode-se pensar então eu posso criar um mundo...?...? Quem sabe... Só que isso vai depender da intensidade de pensamento e da vontade, da necessidade de criar algo!! O que de acordo com o nosso nível médio de vibração... Devemos ficar felizes se desejarmos que algo aconteça somente com a modificação de padrões de acontecimento e fluxo de energia, no mais improvável transformar compostos já existentes em outros (água em vinho), e olha que quem fez isso era de longe anos-luz mais evoluído que nós.
Porém na perfeição do Universo, nada é tão simplório assim. Nós seres em evolução tivemos a criatividade de reconhecer os vários padrões de vibração do amor... principalmente os padrões dissonantes ou de difícil harmonização, entre eles: ódio, inveja e possessão.
 Lindo isso né!?!
   Agora ser em evolução cria o Universo, tendo em seu campo vibratório essas vibrações.....
   É e o problema pode ser ainda pior, sabe aquela história das palavras terem poder.... sabe aquela que esta relatada na maioria dos livros sagrados das mais diversas religiões, pois é.. nós também temos esse poder. Só que lembra daquele detalhe da necessidade, pois quando um sentimento é muito profundo, quando a intensidade é muito grande e surge um desejo de que algo aconteça, e verbalizamos isso em pensamento ou pior em palavras vocalizadas.... Acontece!!!
   Quer ver como você as conhece?! Já ouviu falar em maldições, pragas, agouros, bênçãos, feitiços, encantamentos, macumbas, demandas, despachos, profetizações e inúmeros outros nomes. Isso é tudo poder de criação, o que comprova nossa descendênciadivina. E sabe aquele momento de ódio, aquele momento onde aquela pessoa que você considera inigualável, perfeita, sem igual, dá aquela trupicada, aquele escorregão, faz aquilo que você menos esperava e te magoa, ai você se enche de todo o direito de se sentir ferido afinal dedicou todo o seu amor aquela pessoa, toda a sua estima, e com todo aquele sentimento de dor( que adoramos nos proporcionar) proferimos aquelas palavras lindas vindas do mais obscuro abismo da alma, e jogamos nossos ao universo. Adivinha o que vai acontecer, seremos ouvidos!!! Você que já passou por tanta dificuldade e orou com todas as forças e não foi atendido, acredite se você proferir uma maldição a alguém que tem algum vinculo sentimental com você ela pega. Isso porque quando estamos em dificuldade nos julgamos merecedores dela, pois nada nos acontece se não permitirmos, e quando pedimos graças nós não acreditamos que merecemos, porém a pessoa que te machucou merece sofrer...não é linda a lógica. Mas o problema é Deus, é vontade Dele.(.................................)
   Enquanto isso a pessoa sofre e muitas vezes não sabe...
  E como quebrar essa maldição.... Como que você mata uma praga como a o mato, capim entre outras denominações de ervas daninhas? Você mata o mal pela raiz.... Mas se você não sabe que magoou tal pessoa, ou pior como magoou, como se extingue esse sentimento....
  Agora vêm os lindos colegas feiticeiros que prometem desfazer trabalhos...Desfaz isso, você ameniza mas a fonte esta lá , é infinita...
  E agora vem a parte que eu mais gosto o retorno!!!!!!! Pois se você acha que se a pessoa te feriu você pode a ferir também, ..., sinto muito mas isso não é sem preço, a pessoa te feriu carma dela, você feriu carma seu. A lei do olho por olho dente por dente. Não é bem assim. A dor se aplaca com amor, não com vingança. e por mais que a pessoa mereça, não é você o juiz e nem o carrasco. O Universo é um fluxo constante de energia, o que vai rebate e volta. Se você estiver em alto nível vibratório coisas ruins serão difíceis de acontecer, e se acontecerem serão fáceis de contornar. Então será pior para que tentou nos ferir, e no caso das pessoas perfeitas.., a culpa foi sua por que ninguém é perfeito. Todos comentemos erros, e as vezes o erro é acertar, pois daí vem a inveja, mas se você cuidar do seu nível vibratório isso não te atingirá.   
  Mas o que eu tenho pra pedir é que não criem imagens de pessoas perfeitas, por mais que as pessoas aparentem ser perfeitas, elas não são, ou pelo menos não o que julgamos ser perfeito. e também cuidado com seus sentimentos, todos estamos propícios a desenvolver sentimentos baixos, não permitam isso, primeiro perdoem e depois perdoem-se.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Felicity - Final

Humanidade...

Este é um assunto delicado para mim, a muito tempo que não vejo com bons olhos a humanidade em geral. Ouvem- me e dizem "mas você também é um ser humano....bla,bla,bla...", isso só piora as coisas. Afinal é por fazer parte dessa raça que eu sei o quanto somos egoístas, pequenos e pouco evoluídos. 
  Desde os primórdios da civilização galgamos uma estrada na qual tudo, absolutamente tudo, existe em função da nossa existência. O rio deve existir de modo que favoreça nossa existência, por exemplo se eu preciso produzir tal vegetal, tenho o direito de modificar o curso do rio para que ele irrigue minha plantação, se preciso de energia posso afetar o equilíbrio do rio colocando maquinario completamente estranho aos componentes físicos, nem citando os componentes da fauna e flora, do rio. E assim agimos com todas as coisas, se certo vegetal é bom para nós modificamos seu habitat, redirecionamos seus ciclos, adaptamos suas preferências, tudo em função da nossa necessidade, necessidade de ter mais para nós.
  Mesmo nas escrituras cristãs se diz que o homem foi criado para pastorear os animais da Terra, quando foi que cumprimos esta função, pelo que consta é que pastoreamos sim os nossos animais.  Nunca agimos em função de algo, sempre agimos em função de nós mesmo, da nossa sobrevivência, da nossa evolução...
  Os seres humanos se desligaram da natureza para poderem usufruir de seus recursos sem sentir as consequências dessa exploração. Derrubamos árvores para nos aquecer em lugares onde não deveríamos viver se não estamos adaptados ao clima. Transferimos espécies de um local para o outro com o alibe de que estamos levando o alimento de que necessitamos, porém se não estamos aptos a nos alimentar das espécies nativas não deveríamos estar ali. Assim modificamos a fauna, flora, geografia, clima, tudo em função da nossa sobrevivência.
  Nada neste mundo possui os átomos que a principio teria, modificamos as substancias presentes no ar, no solo, na água. Realmente não criamos nada mas modificamos as quantidades das substancias e acrescentamos elementos que não deveriam estar ali. Cada uma dessas atitudes leva a uma modificação irremediável, as coisas que mudamos consciente ou inconscientemente não poderam ser purificadas , jamais retornaram a ser como deveriam.
A muito tempo nos afastamos do Divino que há dentro de nós para não ouvirmos as reclamações que ele nos faz sobre nossas atitudes.
  Porém a lei do retorno é certa e incorruptível, tudo volta multiplicado pelas consequências das ações, são inúmeras novas doenças, inúmeras modificações de velhas doenças devido a evolução dos seus agentes causadores, são as mudanças climáticas( há os que dizem: essas mudanças aconteciam mesmo antes do homem existir... só que olhem ao redor, um números enormes de criaturas sobreviveram a essas mudanças na antiguidade, agora olhem o panorama atual, estamos destruindo a fauna e flora em uma escala sem precedentes, a extinção que estamos causando está num ritmo tão acelerado que os seres vivos não tem tempo de se adaptar as mudanças e estão sucumbindo. Isto não é natural...).
  Esses são os seres humanos, raça afastada da natureza e desligada da sua essência Divina. E ainda tenho que olhar para vós e reconhecer a força divina presente e ansejar pela evolução para que compreendestes a sua função no Universo.... Olho para dentro de mim e não vejo tamanha Luz.... 

Divagações

Amor Divino... Quando desejamos que as pessoas sejam envolvidas pelo Amor Divino, será que somos realmente compreendidos. Quando falo de Amor Divino estou me referindo ao sentimento primordial que criou ou levou a criar o Universo.
  É o sentimento que impulsionou a matéria realizando o desejo da Divindade. É a razão pela qual fomos criados, é tudo do que somos feitos, é a essência de toda a matéria.  Por que antes do amor não existia nada, ou melhor só existia Uno a particula primordial, Deus em manifestação física. Foi da junção da necessidade de criar e o Amor incondicional (divino) que resultou na formação  da matéria. 
Então quando se deseja que algo ou alguém seja envolvido por esta força, o Amor Divino, estamos desejamos que a plenitude da criação esteja ao redor desse algo ou alguém. É uma forma de desejar bençãos infinitas na sua essência, pois tudo pode ser criado a partir do Amor Divino, até mesmo a felicidade...

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